segunda-feira, 29 de novembro de 2010

nicolinas 2010

Começam hoje, dia 29, como manda a tradição secular, as festas nicolinas aqui na minha terra.
Festas que tem início com o tradicional enterro do pinheiro. Uma festa linda que enche a cidade com milhares e milhares de jovens e menos jovens munidos de caixas e bombos, baquetas e gorro, luvas e... algum álcool (o frio é o pretexto mais usado a justificar o consumo excessivo que infelizmente se faz sentir por vezes).
As festas duram mais de uma semana e o cartaz é igual todos os anos. Ou seja, todos os anos é delicioso.
Vale a pena virem até ao berço para verem estas lindas festas.
O programa das festas será actualizado aqui para que possam entender o que é.
O“Pinheiro” representa hoje o mais participado número nicolino, sendo igualmente o mais difundido por todo o país.

As raízes deste cortejo, remontam aos inícios do século XIX e o seu modelo mantém-se na essência, inalterado: o “Pinheiro” segue enfeitado com lanternas e um festão com as cores escolásticas (verde e branco), pousado em carros puxados por juntas de bois, levando à sua frente uma representação da figura da deusa Minerva, deusa da sabedoria (que na realidade é desempenhada por um homem travestido com um traje de soldado romano). O cortejo é liderado pela figura máxima deste dia, um membro da Comissão de Festas, o Chefe de Bombos. É ele quem conduz e lidera todo o cortejo do “Pinheiro”, e atrás de si e da sua “boneca” – que usa para marcar o ritmo dos bombos – seguem os estudantes, novos e velhos, rufando nas caixas o toque do Pinheiro e batendo forte nos bombos ao ritmo marcado pelo Chefe de Bombos.
O “Pinheiro” encerra igualmente uma simbologia que se prende com o facto de ser tradicionalmente conduzido apenas pelos homens da cidade. O “Pinheiro” é, neste sentido, a representação simbólica e figurativa da órgão sexual masculino (daí o facto de se escolher, por tradição, “o mais alto pinheiro da região”), que é ostentado orgulhosamente pelos homens da cidade, numa manifestação de masculinidade durante o cortejo que se mantém inalterada nos comportamentos dos participantes até aos nossos dias.
                                                                              in: http://www.nicolinas.pt/
 
Bora todos invadir Guimarães e fazer parte desta bela tradição? Venham lá espreitar que vale a pena.


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